oie_transparent (10)

Fique à vontade, sinta-se em casa com a 

Rádio Web Feito Em Casa

A rádio com a programação mais diversificada da web!

oie_transparent (10)
Todas as informações são processadas pelos nossos sentidos

Todas as distinções que os seres humanos são capazes de fazer relacionadas ao ambiente e ao comportamento podem ser representadas pelos canais visuais, olfativos, auditivos, cinestésicos e gustativos.

 

Cada um de nós interpreta o mundo de acordo com suas experiências anteriores, cada pessoa tem seu mapa mental, ou seja, nós construímos nossa realidade de acordo com os aprendizados que vivenciamos. Esse aprendizado é elaborado a partir dos nossos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato, os chamados sistemas representacionais; e, claro, o aprendizado também é influenciado pela nossa história de vida.

 

São os cinco sentidos citados que programam nossa mente. Aquilo que nossos sentidos não captam, não existirá em nosso mapa.

 

É comum que um dos sentidos seja dominante em casa pessoa. Eu sou muito auditiva, ou seja, aprendo melhor com áudios, sou mais sensível aos sons, às palavras, aos silêncios, aos ruídos. Pessoas muito visual, aprendem melhor com imagens, pois são sensíveis às formas, às cores, a tudo que vem pelos olhos. Outras pessoas são cinestésicas, mais sensíveis aos cheiros, sabores, sensações, toque.

 

E qual a importância saber disso? Favorecer seu aprendizado, seu estudo. Seu cérebro vai reter melhor as informações que vierem através do sentido que é dominante em você. Além disso, se conseguirmos detectar qual o sistema representacional da outra pessoa, somos capazes de direcionar melhor a comunicação, garantindo eficácia na relação.

 

Por exemplo, passou um cavalo na rua. A pessoa cinestésica vai te contar isso realçando o cheiro do cavalo; o auditivo vai contar realçando o som das patas no asfalto; e o visual vai contar sobre o tamanho ou a cor do cavalo.

 

O visual gesticula muito na altura da cabeça, se identifica com pessoas atraentes; para ele, a estética é importante. Usa os verbos e termos olhar, ver, mostrar, cena, insight, branco, perspectiva, notar, colorido, etc.

 

O cinestésico precisa sentir, tocar-se, tocar os outros, gosta de contato; para ele, ser confortável é mais importante que a estética; observa cheiros, gosto, tem ritmo de voz mais lento, sente as palavras. Usa os verbos e termos tocar, pegar, equilibrar, frio, sentir, agarrar, sólido, quente, pressão, áspero, pesado, cheiro, faro, fresco, fedorento, perfumado, náuseas, amargo, doce, água na boca, suculento, etc.

 

O auditivo valoriza sua própria voz, gesticula baixo como regente de orquestra, incomoda-se com som fora de compasso, precisa da opinião alheia, é mais lógico, incomoda-se com o português errado do outro, usa a música certa para a hora certa, precisa ser elogiado. Usa os verbos e termos dizer, ritmo, alto, tom, soar, chorar, comentar, contar, silêncio, suspiro, harmonia, melodia, rosnar, etc.

 

Mas você não é um especialista em Programação Neurolinguística – PNL e não vai conseguir identificar isso ou então você vai dar aulas ou dar uma palestra e a quantidade de expectadores não permite que você personalize a mensagem. Não tem problema, sabendo que as pessoas vão aprender melhor pelos sentidos, você precisa incluir na sua apresentação sons, cores, formas, palavras, situações que evoquem emoções. Você vai falar a mesma coisa de formas diferentes, variando o uso do sistema representacional e garantindo a atenção e o aprendizado de quem te assiste. É o aprendizado multissensorial.

 

Como pode perceber, toda experiência é sensorial, ou seja, os sentidos são a porta de entrada de dados em nosso sistema nervoso, que processa e armazena as informações por meio das memórias. Em determinados momentos, conforme o contexto, essas memórias são resgatadas e comandam nossos sentimentos, nossos comportamentos, nossos pensamentos.

 

Normalmente, quando lembramos de algo, conseguimos criar a imagem em nossa mente, sentir o cheiro, experimentar emoções decorrentes dessa lembrança. Ou seja, nosso cérebro só trabalha com a linguagem sensorial e devemos usar isso ao nos comunicar com as pessoas.

 

Não adianta falar ou exemplificar algo para seus filhos ou funcionários se não usar a linguagem sensorial. Muitas vezes, fazemos isso intuitivamente, de forma não consciente. É o que acontece quando, por exemplo, passamos a chama da vela pela mão da criança para mostrar que é quente e incomoda, para que ela nunca toque ali.

 

Tendo em mente tudo isso, podemos inclusive usar em nosso autoconhecimento, isto é, descobrir nossas fragilidades e nossas potencialidades, alterar comportamentos, adquirir habilidades, tudo para alcançar determinados objetivos.

 

Assim, usamos o conhecimento de PNL associado à linguagem sensorial para orientar as pessoas a potencializarem o aprendizado, a melhorar a comunicação com o parceiro, os filhos, o chefe, os clientes, os subordinados; a redirecionar a forma de alcançar objetivos e metas.

 

Enfim, sabendo que todas as informações são processadas pelos nossos sentidos, melhore sua comunicação e garanta eficácia nas suas relações.

 

********************************************************

Gostou do texto? Deixe seu comentário, é importante para a autora.

 

Adriana Fernandes é autora do texto e apresentadora do Programa NOTICIANDO, que vai ao ar toda sexta-feira, com notícias comentadas, sem reservas, e dicas de Programação Neurolinguística.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Math Captcha
− 6 = 3